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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Litha: mais fogueiras, menos luz!



Nem bem amanhece e já sinto o ardor daquele que lutou bravamente assegurando nossa luz.

Mas ele está cansado, seu tempo está acabando, ele então deverá enfrentar, seu irmão, o Rei Azevinho está retornando...

É um tempo de luz e calor, vestes verdes tomam os que celebram a vida...
Ela então põe suas vestes mais belas para o cortejo que leva o Senhor das Florestas ao seu ápice de vida.

O Sol é forte e aquece nossos corpos, como as fogueiras na manhã fria de sua chegada faziam.

Era este momento que elas simbolizavam, foi este o momento esperado, mas também é sua partida.

Ele é acompanhado pelas belas donzelas da primavera... Ele dará seu lugar ao senhor da Noite fria.

Ela continua vermelha, agora dando-se o direito de repousar, a semente de uma nova vida está lançada, seu papel de criadora foi cumprido.

O Círculo é feito, entre nós um mundo encantado de seres de luz, em dança, em amor, em prazer, em confiança!

Alimentados são os seres que asseguram nosso sustendo no próximo período da vida, da morte, da busca pelo renascimento.

As cores da vida tomam nossas vestes, azul, vermelho, amarelo, verde. São a expressão de nosso pedido, que se assegure nosso sustendo daqui para a frente.

Quanta beleza estampada em flores, em fitas e em rimas.

Sentados a beira de um carvalho nos despedimos daquele que lutou bravamente até aqui, e a metade luz do ano começa a se desfazer!

Bradamos: SALVE!

A luta entre a luz e a escuridão se dá enquanto partilhamos dos bons feitos daquele que brevemente se vai!

Então cantaremos mais uma vez nossas canções, o novo rei está chegando, a Luz em breve terminará e o Grande Rei Azevinho reinará.

Este é nosso mistério, este é nosso rito.

Assim se faz desde que Ela criou todas as coisas.

Felizes sempre celebraremos, nossa própria entrega ao mistério da vida, morte e renascimento!




Dyan Magnus Morgann

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vamos construir Juntos

Vamos construir juntos?

Certa vez um viajante chegando em uma cidade do interior bateu em uma fazenda dizendo:
- Boa tarde Senhor, não quero comida nem dinheiro, mas sou um carpinteiro viajante e gostaria de saber se há algum tipo de trabalho em sua fazenda que eu possa fazer.

Vendo que não era maltrapilho e carregava uma mala de apetrechos de carpintaria, incluindo um cinturão com martelo, e alguns bolsos, julgou ser um profissional confiável. O dono da fazenda então disse ao homem que entrasse pois por acaso havia um trabalho importante de carpintaria para ser feito.

Levando o rapaz até o campo, o fazendeiro disse: 
- É aqui o trabalho, o senhor por favor faça uma cerca de pelo menos dois metros de altura bem aqui, no meio do campo.

Vendo que havia uma cerca de arames a muitos metros dali e que se tratava da metade do campo, também sabendo que não havia nenhuma necessidade de consturir uma cerva alta em meio ao campo, menos ainda de ser feita de madeira, ele perguntou ao fazendeiro:
- Se o senhor me permite perguntar, porque o senhor quer uma cerca tão alta e fechada no meio de seu campo?

- Porque este campo está dividido, fazia parte dos pertences de meu pai, mas desde que ele morreu eu e meu irmão brigamos e não nos falamos mais, metade das terras é dele e tenho que velo sempre, por isso quero a cerca alta e de madeira, assim não precisarei vê-lo mais! - disse o fazendeiro.

O carpinteiro disse:
- me dê 3 dias que estará pronto o serviço.

Mesmo impressionado com o tempo tão curto para a construção, o fazendeiro deu ao carpinteiro todo o material que pediu e foi para sua casa.
Voltando até o campo três dias depois, impressionado olhou para o lugar onde deveria estar sua cerca alta, pois lá não havia uma cerca, mas uma ponte e do outro lado da ponte estava seu irmão, também admirado com a construção.

No que eles se olham, um sentimento verdadeiro de amor toma seus corações e amargas as lágrimas correm de seus olhos, caminhando um em direção ao outro eles encontram-se no meio da ponte e abraçam-se e suas mágoas dão lugar ao maior sentimento que pode existir, o amor!

Então eles percebem o carpinteiro dando as costas e partindo, e o chamam:
- Porque já vais? 
- Fica conosco e celebra a alegria do reencontro, afinal foste o instrumento pelo qual pudemos lembrar que acima de tudo somos irmãos!

O carpinteiro responde:
- Disseram muito bem, sou um instrumento e por isso não posso ficar com vocês. Como instrumento ainda tenho muitas pontes para construir por ai!

(desconheço o autor)

Em nossas vidas podemos construir cercas ou pontes, a escolha é sempre nossa!

Eu fiz minha escolha, construí com meus irmãos uma bela ponte: www.irmandadeflordelotus.com (conheça a Irmandade Flor de Lótus de Bruxaria Contemporânea)



Blog de cara nova!

Após bastante tempo, decidi mudar o template do meu blog!!!

Ele está de cara nova e espero que harmoniosa com nossa busca...

Abençoados sejam todos os leitores deste meu espaço virtual.

Magnus
Que a estrada se abra a sua frente,
Que o sol brilhe morno sobre sua cabeça;
Que a chuva caia de mansinho sobre seu corpo;
Que o vento sopre leve em sua face;
E até que nos encontremos novamente;
Que os Deuses te guardem na palma de suas mãos.

(adaptação de uma prece celta)

Sinceras bênçãos sobre você e os que te rodeiam;


MAGNUS